sexta-feira, 26 de abril de 2013

O tempo, o progresso e há esperança

"Modificava-se a fisionomia da cidade, abriam-se ruas, importavam-se automóveis, construíam-se palacetes, rasgavam-se estradas, publicavam-se jornais, fundavam-se clubes, transformava-se Ilhéus. Mais lentamente, porém, evoluíam os costumes, os hábitos dos homens. Assim acontece sempre, em toda sociedade." 

Jorge Amado, 1958, em "Gabriela, Cravo e Canela. 


E é assim. Construímos os mais altos edifícios, verticalizando a sociedade de forma  desenfreada, mas os sentimentos humanos são obstruídos. Do prédio mais alto, da comunicação mais rápida, em tempo real, vemos a modernidade por inteira. Mas, e o que vem de dentro? Esse desenvolvimento dá voz a poucos, nega os direitos de muitos e muitas, mata pelas diferenças, prende a igual liberdade de todos. Opressores e oprimidos: os primeiros permanecem no topo e os segundos continuam a lutar por dignidade. Hoje, lutemos por novos hábitos e por pessoas mais humanas. Que haja progresso, e que esse seja por inteiro.

Jorge, ainda há esperança. 

domingo, 6 de maio de 2012

O Sol Nascerá

Ele havia decretado: a sorrir levaria a vida. 

Em parceria a Elton Medeiros, Angelo de Oliveira, o nosso mestre Cartola, conseguiu dar forma a uma das mais belas canções da música popular brasileira. A curta declaração da composição possui o tempo suficiente para penetrar na alma da gente, estimulando um sentimento renovador; talvez fosse essa a sua intenção, ou não. A música nos remete a um dos tempos mais sofridos de Cartola. Na década de 40, viúvo, consumido por uma doença, provavelmente a meningite, e esquecido, o quadro era desesperançoso e merecia canção. Mas, diferente do que não foi, "O sol nascerá" surgiu de uma criação surpresa no ano de 1960,  resultado de um desafio proposto por Renato Agostini, amigo do músico, que o estimulou a escrever, junto a Elton, um samba improvisado. A brincadeira rendeu a posteridade da obra. Bossa Três, Nara Leão,  Paulinho da Viola, Jair rodrigues, Elis Regina, dentre outros grande nomes deram voz ao rabiscado rápido que, ainda hoje, ecoa como um canto à felicidade. O sol que anuncia a esperança, quem sabe, não ressurgiu das lembranças do compositor e caiu de jeito no desafio daquela tarde de 60. 

Enfim, fiquemos ao som do coloquialismo revestido de palavras rebuscadas. Nos deixemos levar pela ideia de que as tempestades passam, a mocidade passa, só o sol permanece e, ah, esse sim, não vai deixar de nascer nem tão cedo.

Um sorriso no rosto e a vida pela frente.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Desabafos Ilustrados

Para compor o post dessa conversa de Botequim, peço licença a Quino para dar voz a querida Mafalda.





Como no primeiro post desse blog, todos os textos dos quadrinhos foram baseados em situações reais.

Gostaria de deixar claro que nenhuma produção tem o intuito de desrespeitar crenças religiosas ou qualquer causa humanitária, mas chamar a atenção para a necessidade de percebemos que, quando se trata de direitos humanos, todo problema social deve ser olhado com o mesmo olhar de importância, seja de cunho assistencialista ou de reorganização politica. O fim da discriminação aos homossexuais e a luta pelos seus direitos, e de outros segmentos, a compreensão de que um ideal não se anula por essa ou aquela ação (vivemos em uma realidade capitalista e nos apertamos nela, mas isso não significa que devemos fechar os olhos para as desigualdades proporcionadas por esse sistema e nem naturalizar ideias que tendem a oprimir uma outra perspectiva de mundo), o debate sobre a Reforma Agrária e a discussão sobre o preconceito de classe são alguns pontos (dentre diversos outros) que podem nos direcionar a um mundo que dê gosto a Mafalda e a todos que nele vivem.
E antes que eu me esqueça: não deixe de usar camisinha, caso um filho não esteja nos seus planos. Cuide-se, por mais batido que esse conselho possa ser, nunca é demais :)

Todas as Ilustrações são do famoso cartunista Quino, os textos, incorporados às tirinhas, foram criados por essa autora que escreve.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Não digam que o racismo não existe mais

O preconceito racial, assim como muitos outros, é velado, disfarçado e muitos fingem que não existe. A nossa querida mídia brasileira, na contramão mais uma vez, reforça não só o racismo, mas faz parecer que ele já foi combatido ou, quando não, que quase não existe. Aí fica difícil. Como incentivar reflexões, questionamentos e, principalmente, a luta quando muitos estão com as duas mãos na frente dos olhos?

A história da escravidão, da omissão, da dor e do sofrimento não é esquecida; ficou no passado, mas reflete o presente. A partir do momento em que um ser humano se julga superior a outro levando em consideração a raça, é porque tem muita coisa troncha nessa humanidade.

Quantos negr@s você, universitário, vê em sua sala de aula? E você, estudante de pós-graduação, já fez trabalhos acadêmicos com quantos colegas negr@s? E olha que mais da metade da nossa população é composta por negros e negras. Agora, me diga: você ainda é contra as cotas raciais nas universidades? Aí, aparecem os argumentos: "ah, mas ai é inferiorizar o negro, a cota é que é racista". Eu, particularmente, não vejo assim. Relembrando a velha história, e vendo a situação atual, a necessidade de se abrir oportunidades, que nunca antes existiram, para brasileir@s é um primeiro passo para muitos que ainda precisam vir.

A sociedade nacional está em dívida com os negros e negras do nosso país, que também fazem parte da minha história e da sua. Deve-se reconhecer a importância que esses irmãos e irmãs tiveram para o desenvolvimento do Brasil. Entender que, entre as senzalas e as chibatadas, entre a discriminação e o racismo pesado da pós libertação dos escravos, esses e essas foram privados de direitos que meu pai e minha mãe nunca foram. A liberdade começa a partir do momento em que todos somos tratados como iguais, mas conscientes das diferenças e das peculiaridades históricas de cada. Dar oportunidade para que as gerações futuras sejam incluídas em um mesmo sistema, onde, caminharemos para uma situação na qual cotas não serão mais necessárias, estaremos de iguais para iguais convivendo em harmonia justamente por sermos diferentes (por mais inalcançável que possa parecer, é no caminho para conquistá-lo que encontram-se as mudanças e a luta,assim, é impulsionada).

Faz é tempo que deixamos de ser uma colonia portuguesa, mas o padrão Europeu - e também o da Terra do Tio Sam - "loiro, olhos azuis" (que nada tem a ver com a nossa realidade) impera nos comerciais, nos programas televisivos, nas capas das revistas. Criaram até o cabelo bom e o cabelo ruim, como se cabelo tivesse caráter. Ô danado pra querer padronizar tudo esse bicho homem. Com a imposição desses padrões, quem ta fora é diferente, anormal, ruim, feio, errado. 

Ai, sabem quem aparece? Os estereótipos! Eles tomaram conta do imaginário popular. O arquétipo do herói, que, claro, lembra bem o super-homem americano, é vinculado nas comunicações e a publicidade adora isso! 

Quando surgem casos do tipo: "Maria foi demitida por recusar-se a alisar os cabelos", alguém vem me dizer que é porque a empresa está no seu direito de manter uma boa imagem perante a sociedade e existem padrões a serem obedecidos nessa corporação. O direito da funcionária de ser quem ela é não existe, é isso? Ah, esqueci, é porque no Brasil não existe mais racismo, ta certo.

Trocar a discriminação pela inclusão e "o bom e o ruim" pela conscientização da diversidade na qual nos encontramos me parecem trocas justas. E, por favor, aquele argumento de "o preconceito está no olhos de quem vê" é tão furado quanto dizer que aqui o racismo não mais existe. Nos olhos de quem vê pode existir muito além do que uma frase clichê dessas, é só a gente atentar pra história, pra construção de todos esses esteriótipos que não surgem e nem surgiram à toa.

Devo fechar esse texto com o posicionamento de um ator global quando falava de um famoso dançarino negro: "Quando ele saia do palco, saia com 2 metros de altura, loiro e dos olhos azuis". Espantoso é ver muita gente colocando essa frase como não racista. Talvez, sejam as mesmas que pregam a inexistência do racismo no Brasil. O dito ator pode ter tido a boa intenção que fosse, mas fica claro o que está intrínseco nele (e em tantos outros Brasil afora). Aí, tem gente que vem dizer que essa crítica é coisa de "politicamente correto". Se querem falar de politicamente correto, ta certo, falem, mas também venham com os argumentos para dizer que aqui o racismo não existe mais.


Adicionando algo importante a ser esclarecido, retirado de uma Publicação do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas - Ibase - e do Observatório da Cidadania: "Quando as pessoas que defendem as cotas raciais falam de "raça" estão dando um sentindo político e social ao termo. Ou seja, referem-se às pessoas que se declaram ao IBGE como 'pretas' ou 'pardas'. Numa leitura política essas duas categorias de cores são entendidas como o segmento 'negro' da população, pois as pesquisas mostram que as trajetórias das pessoas 'pretas' e 'pardas' são muito mais próximas do que a das 'brancas'. A desigualdade e a discriminação racial precisam ser corrigidas com políticas públicas e não só com a ideia de que somos um 'paraíso racial'. " 


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Comunicação justa para todos os lados

Diante dos diversos debates sobre o assunto, trago um pequeno texto de João Brant (Um dos principais articuladores do INTERVOZES - Coletivo Brasil de Comunicação Social - www.intervozes.org.br).

O LADO MAIS FRACO
Naturalizar práticas opressoras em nome da liberdade de expressão é um grande erro
06/10/2011
João Brant
"Se eu fosse tentar resumir em dois princípios tudo o que gostaria para a área da comunicação, seriam os seguintes:
1) Todo brasileiro deve ter garantido o direito à comunicação, de forma que os meios de comunicação reflitam a diversidade e a pluralidade de ideias do conjunto da sociedade.
2) Toda forma de opressão, pública ou privada, deve ser combatida. O lado mais fraco deve ser sempre protegido.
Na primeira frase, está expresso o princípio geral, da liberdade. Fundamental, mas insuficiente. Na segunda, está o reconhecimento de que a comunicação pode ser arena de um exercício desigual de poder de um lado mais forte sobre outro mais fraco. E de que o combate a essas opressões deve ser base de qualquer país que se queira justo e democrático.
Isso vale para governantes corruptos que perseguem jornalistas que os investigam; grande revista que persegue movimento social; agência reguladora que persegue rádio comunitária; milionário que processa blogueiro; grande canal de TV que invisibiliza os negros ou que naturaliza a violência contra as mulheres. Como se vê, às vezes os meios de comunicação são os oprimidos; às vezes eles são os próprios opressores. No primeiro caso, eles devem ser protegidos; no segundo, devem ser enfrentados.
Naturalizar práticas opressoras em nome da liberdade de expressão é um grande erro. A liberdade não deve nunca ser previamente impedida, mas ela não exime a responsabilidade de quem se comunica. E quando a comunicação é usada como forma de opressão e violação de direitos, é o lado mais fraco que deve ser protegido. Em outras palavras, quando a liberdade de expressão colide com outros direitos humanos, deve haver o cotejamento para se entender qual deles está sendo “sufocado”.
É em nome basicamente desses dois princípios que uma série de organizações defende um novo marco regulatório para as comunicações. Até 7 de outubro está aberta uma consulta pública sobre o tema em ww.comunicacaodemocratica.org.br. Se essas questões também te movem, acesse e participe." 
Artigo originalmente publicado na edição impressa 448 do Brasil de Fato
Mele diz: o dia 7 já passou, mas nunca passará a necessidade de se criar debates e levantar o tema em nossos meios, nos quais opressores e oprimidos se confundem em meio a uma comunicação q se diz justa, se justa for colocar seus próprios interesses por cima de todos.

domingo, 11 de setembro de 2011

11 de setembro de 1973

Esse post, originalmente, é do Sala de Cinema (o meu blog de cinema), mas esse assunto merece ser repercutido em outros meios, por que não na mesa do bar? Um fato marcante que precisa ser relembrado, entendido e difundido.

11 de setembro de 1973

No dia que é lembrando muitos dias antes de sua chegada, trago o curta metragem do diretor britânico Ken Loach.

E não, o tema central não é o 11 de setembro de 2001 dos EUA (que também considero um triste dia na nossa história, porém existem outras discussões). Nesse post, o foco é o 11 de setembro de 1973 no Chile. E esse, além de triste e terrível, foi desumano e atingiu trabalhadores e trabalhadoras chilenos em um dia que marcou a trajetória da luta popular no mundo.

Em 1973, o então presidente chileno Salvador Allende Gossen, socialista e eleito pelo voto popular, sofreu um golpe do chefe das forças armadas chilenas, Augusto Pinochet, que com o apoio do governo americano e financiado pela CIA e pelas transnacionais norte-americanas, instalou o caos em um único dia da história e que vem perpetuando suas dores e tristes lembranças até hoje, 38 anos depois. Anos esses que só tendem a se redobrar, pois um acontecimento assim não é esquecido, a dor é sentida de longe, tanto em tempo como em espaço.

Infelizmente, esse 11 de setembro latino-americano pouco é lembrado, mas Ken Loach o concebeu em uma produção de quase 11 minutos e fez o trágico acontecimento de 1973 ganhar trilha, vozes, depoimentos, cenas e a dor, como ela bem foi difundida nesse dia. Originalmente feito para compor uma mostra de curtas que abordariam o acontecimento do ano de 2001, Ken levanta a trágica e covarde batalha contra a democracia e o povo chileno concretizado anos antes das Torres Gêmeas serem atacadas.

O curta lançado em 2002, ano no qual o 11 de setembro americano faria 1 ano, merece ser difundido e conhecido. Esse acontecimento histórico em forma de produção nos aproxima da luta e da necessidade de se conhecer cada vez mais a história e abrir as portas para causas e lutas justas, populares e que tragam autonomia, dignidade e força para qualquer trabalhador e trabalhadora em qualquer lugar do mundo.

"Eu sempre tenho confiança na inteligencia do povo. Então, se o povo organizado é inteligente, por que deveríamos ter medo de uma organização popular?" -Costureira Chilena em uma das falas do curta.


Esse post também pode ser conferido no Zine Pasárgada.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Dia do Agricultor – Experiências de sustentabilidade no Semiárido

Hoje, 28 de julho, é o dia do agricultor familiar. Então, publiquei um texto em um dos blogs que contribuo homenageando os trabalhadores e trabalhadoras que se dedicam ao trabalho no campo e abastecem nossas mesas com frutas, legumes, verduras e carnes, em sua maioria, produtos orgânicos. Poderia escrever linhas e linhas falando de todas as experiências que vejo e de tantos amigos que faço no trabalho que desempenho na ASA (Articulação no Semi-Árido), mas nesse mundo digital e nessa vida corrida não há tempo que dê jeito!

Aos meus queridos agricultores e às minhas queridas agricultoras, dedico esse texto que foi postado no Zine Pasárgada: Dia do Agricultor Experiências de sustentabilidade no semiárido

E para ver, as fotos do flickr.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Sexta-feira com uma Conversa de Botequim, faça o favor

Tava demorando pra ele aparecer aqui, e mais ainda pra eu cair no lugar comum. Mas, fazer o que? Se sexta-feira pede mesa de botequim, mesa pede proza, proza pede cerveja ,cerveja pede chico cantando Noel e música boa pede Conversa de Botequim. :)

Conversa de Botequim é uma música do grande Noel Rosa em parceria a Vadico e data de 1935. De melodia boemia e letra simples, ela chega aos nosso ouvidos como se estivesse brincando. Em um ritmo todo rimado, a composição consegue até transformar em doçura as amarguras no botequim. Regravada (não sei quando) por Chico Buarque, Conversa de Botequim já tinha caído no gosto nacional compondo assim a nossa grande e diversa música popular brasileira.

Boa sexta-feira, com cerveja, proza e Chico (cantando Noel)!

Versão original de Noel Rosa.



Versão de Chico lindo

terça-feira, 31 de maio de 2011

Eu respeito, sim!

Nos últimos dias, me deparei com um vergonhoso texto (quem quiser conferir é só clicar aqui) em um blog de um famoso colégio do Recife - o Fazer Crescer (já posso chamar de decrescer?). Bem, esse fato me deixou bastante preocupada, não só por ser uma instituição de grande influência para as gerações futuras, mas também por demonstrar como muitos jovens da minha geração estão pensando.
A forma como a homossexualidade é tratada e vista hoje em dia ainda é preconceituosa e, pior, da maneira mais hipócrita possível.

Em homenagem ao colégio Fazer Decrescer, deixo aqui meu texto.

Eu respeito, sim!

Oi, meu nome é Mele e sou heterossexual assumida. E, sinceramente, isso não é motivo de orgulho. É apenas minha orientação sexual. Orgulho mesmo eu tenho de perceber que posso lidar com pessoas e vê-las, independente de cor, raça, sexo e orientação sexual, do jeito que sempre tratei e vi qualquer um, como pessoas e como seres humanos que bem somos.

O combate à homofobia deve ser fortemente propagado e discutido. A luta contra esse preconceito abre portas para a queda de outros. O nó na garganta é perceber a forma de lidar com isso que tanta gente próxima pratica. Escuto parentes meus comentando que não são preconceituosos com gays e, na mesma frase, encaixam que esse tipo de orientação sexual é anormal. Como pode?

Que conceito de normalidade é esse? A homossexualidade é tão antiga (nossos livros de Historia que o digam!) que passo a achar que o nosso percurso histórico também seria anormal. Será? Claro que não.


Ainda existe a tal da hipocrisia (danada essa), do discurso alienado e preconceituoso que se nota nas nossas conversas em mesas de bares, em nossos meios virtuais (alô, Fazer Crescer!) e em nossos meios de comunicação. Ah! E, por favor, não me venham com "Deus criou o homem e a mulher para que eles possam procriar". Independente da minha crença religiosa e da minha crença ou não no divino, sempre entendi que Deus criou as PESSOAS para se amarem. Um casal heterossexual que opte por não ter filhos também seria considerado anormal? Uma sociedade composta pela diversidade é um fato e junto a ele precisamos ter o respeito.

Eu quero focar nessa última palavra do parágrafo anterior. A ala da sociedade que tanto prega a defesa de seus valores e da normalidade do amor entre homem e mulher é a mesma ala que não consegue respeitar fatos. O respeito e o entendimento precisam existir. Conviver em uma sociedade livre de desrespeitos, de preconceitos, da hipocrisia e da incompreensão abrirá portas para o combate à homofobia, ao racismo e a tantos outros preconceitos incontáveis aqui.

Eu sou heterossexual, sou Mele, e esqueçam minha orientação sexual. Eu sou um ser humano. Eu digo não a homofobia e tenho orgulho de conviver, respeitar e não julgar quem tem uma orientação diferente da minha.

Uma última resposta:

Colégio Fazer Crescer e você autor do Texto do blog, combater a homofobia não é, e nunca será, combater o ser heterossexual. Acho que aqui temos um problema de entendimento, vamos rever as aulas de português e interpretação que vocês estão proporcionando aos seus alunos, ein! O combate a homofobia é justamente o contrário, é propagar o RESPEITO e somente só.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dança, arte e o que mais?

O que a dança pode nos dizer? Muito, assim como toda forma de arte. Estimula as sensações e transborda sentimentos que nem imaginávamos existir dentro da gente. Estar aberto para a arte exige uma sensibilidade pura, forte, pronta para captar as mais belas formas de pensar, agir e de ser.

Deixo aqui alguns vídeos do Grupo Corpo. Essa veterana equipe de dança contemporânea possui o privilégio de apresentar em suas trilhas composições de nomes, como Milton Nascimento, Tom Zé, Caetano Veloso, Lenine, João Bosco e outros. Apesar de receber criticas vindas de especialistas do mundo todo, o grupo brasileiro não deixa de ter uma das mais bem conceituadas e originais concepções de coreografia. A dança, como foco principal, não obscurece as belas canções que acompanham os corpos em movimento, sintonia, agilidade... arte!


Em cada ritmo, em cada gesticulação, encontramos um pouquinho de nós, dos outros, de todos. A arte é isso aí, está na dança, na música, nas palavras e, principalmente, em nós.



Música: Caetano Veloso e José Miguel Wisnik
Coreografia: Rodrigo Pederneiras



Música: Lenine
coreografia: Rodrigo Pederneiras



Música: Tom Zé